Nos últimos anos as notícias sobre os transtornos alimentares têm circulado com freqüência pelos meios de comunicação difundindo cada vez mais informações sobre Anorexia e Bulimia. Em ambos os casos a obsessão pela magreza e a presença de auto-imagem corporal distorcida são fatores marcantes. O que difere fundamentalmente a Anorexia da Bulimia é o método que a pessoa doente utiliza para manter-se magra. Enquanto na Anorexia o doente adota uma dieta com alta restrição calórica, a Bulimia é caracterizada por episódios de compulsão alimentar seguidos de purgação (excesso de exercícios físicos, indução ao vômito ou uso de laxantes).
Estes transtornos são mais freqüentes em jovens do sexo feminino, mas existem outros transtornos que podem surgir antes dessa faixa etária e sem qualquer restrição de sexo. Um deles é o Pica, doença caracterizada pela ingestão compulsiva e persistente de substâncias que não são culturalmente aceitas como alimentos: terra, barro, cabelos, insetos e etc. A ocorrência de Pica é muito comum em crianças com algum retardo mental e o grande risco que se corre nessas situações é o de intoxicações alimentares.
Outro problema comum entre crianças é a Seletividade Alimentar ou Picky Eating. Não são raras as histórias em que os pais relatam que seus filhos em idade pré-escolar só comem determinado tipo de alimento recusando qualquer de alteração nesse cardápio pré-estabelecido.
Na abordagem clínica dos transtornos alimentares na infância costuma-se trabalhar tendo a família como foco, por entender que os adultos responsáveis pela criança têm muito mais informação sobre a dinâmica comportamental da mesma, além de serem os responsáveis pelo preparo das refeições. Além disso, o estudo realizado por Fisberg e cols, aponta como algumas das causas psicossociais possíveis da Seletividade Alimentar:
Este artigo não tem como objetivo estimular o auto-diagnóstico e sim contribuir na democratização de informações que podem ser úteis para quem vivencia este tipo de problema com a alimentação das crianças. Seguem então 10 dicas para estimular uma alimentação saudável nos pequenos:
Essas dicas não garantem a transformação do comportamento de Seletividade Alimentar do dia para a noite, mas são pequenos passos que podem ser tomados no dia-a-dia e que podem prevenir o surgimento de transtornos mais graves no futuro.
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